Friday, December 23, 2005
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Fabiano Oliveira
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Thursday, December 22, 2005
ordinário
- do Lat. ordinariu
- adj., habitual;
- que está dentro da ordem natural das coisas;
- conforme ao uso corrente;
- normal, comum, vulgar;
- costumado;
- frequente;
- que não se salienta, mediano;
- médio;
- de baixa condição;
- de qualidade inferior, reles, baixo;
- grosseiro;
- mal educado;
- s. m., o que é habitual;
- superior eclesiástico;
- bispo;
- juiz eclesiástico;
- música em passo de marcha;
- regulamentação escrita do modo de recitar os ofícios divinos.
- loc. adv., de -: por via de regra; geralmente.
Monday, December 12, 2005
arenga
- do Gót. hring, círculo; Lat. med. harenga, discurso
- s. f., alocução pública, discurso fastidioso;
- aranzel.
vernáculo
- vernáculo
- do Lat. vernaculu
- adj., nacional;
- próprio do país ou região a que pertence;
- fig., genuíno, correcto e puro, no falar e no escrever;
- diz-se da linguagem isenta de barbarismos;
- s. m., o idioma próprio do país;
- a linguagem correcta e pura
solecismo
- do Lat. soleccismu <>soloikismós
- s. m., erro contra as regras da sintaxe;
- por ext. qualquer falta ou erro.
Sunday, December 11, 2005
Sobre a expressão : "Estalo de Vieira"
Ninguém deve acreditar nisso, mas dizem que, antes de ser o orador genial dos "Sermões", Antônio Vieira foi burro. É o que conta, com outras palavras, André de Barros, autor de "Vida do apostólico Padre Antônio Vieira da Companhia de Jesus". Na biografia, lançada em 1746, Barros diz que o limitado aluno dos jesuítas tinha uma devoção imensa pela Virgem Maria. Foi rezando certo dia para ela, "inflamado todo em desejos de saber", que lhe veio de repente um estalo, "tão forte que lhe parecia que morria". Esse estalo teria desembotado os sentidos de Vieira, dando-lhe "clareza de entendimento, agudeza de engenho e sagacidade de memória". A expressão "estalo de Vieira" foi de uso popular durante séculos, designando a súbita e miraculosa compreensão de algo até então nebuloso, e diz muito sobre um certo ideal de cultura que permeia a civilização brasileira. Para que esforço, estudo, trabalho, dedicação? No fim, tudo se resumirá a um estalo.
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gnosiologia
- do Gr. gnôsis, conhecimento + lógos, tratado
- s. f., estudo sobre o conhecimento, especialmente estudo do valor objectivo, dos limites e das condições da existência do conhecimento, enquanto relação entre um sujeito e um objecto.
Gnosiologia
Gnosiologia
Teoria do Conhecimento
É necessário antes de tudo, esclarecer a relação entre Teoria do Conhecimento e Gnosiologia, a fim se de evitar equívocos e esclarecer o que seja cada uma. Deve-se ressaltar que gnosiologia não é exatamente a mesma coisa que a chamada Teoria do Conhecimento, embora às vezes possamos encontrar esta identificação em alguns livros de filosofia.
A gnosiologia, também chamada por vezes de gnoseologia, ou Filosofia do Conhecimento, estuda a capacidade humana de conhecer. A raiz filológica do termo vem das palavras gregas gnosiV (conhecimento) e logia (verbo, palavra, discurso).
Desde a filosofia clássica a gnosiologia constituía uma parte da metafísica, juntamente com a ontologia e a teodicéia. (ver divisão clássica da filosofia) Numa visão de filosofia sistemática mais lógica, podemos classificar a gnosiologia como uma das partes principais da filosofia, como filosofia intelectual, ao lado da ontologia (filosofia existencial) e da deontologia (filosofia comportamental). Assim temos uma divisão da filosofia em três grandes partes: (ver divisão mais lógica da filosofia)
- Ontologia – Filosofia Existencial
- Gnosiologia – Filosofia Intelectual
- Deontologia – Filosofia Comportamental
E assim como a filosofia divide-se em partes fundamentais, também a gnosiologia divide-se em Lógica, Crítica e Epistemologia.
- Lógica – filosofia da forma e método do conhecimento
- Crítica – filosofia da possibilidade, origem, essência e valor do conhecimento.
- Epistemologia – filosofia da ciência e conhecimento científico
Como se pode constatar, aquilo que se estuda nos cursos de graduação em filosofia com o nome de Teoria do Conhecimento corresponde mais exatamente à chamada Crítica, estando separada da Lógica e Filosofia da Ciência, como disciplina autônoma.
A Teoria do Conhecimento tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites do conhecimento, da faculdade de conhecer. Às vezes o termo usado ainda como sinônimo de epistemologia, o que não é exato, pois a mesma é mais ampla, abrangendo todo tipo de conhecimento, enquanto que a epistemologia limita-se ao estudo sistemático do conhecimento científico, sendo por isso mesmo chamada de filosofia da ciência.
Os principais problemas da Teoria do Conhecimento
Pode-se fazer uma divisão didática da Teoria do Conhecimento, baseada nos problemas principais enfrentados por ela:
-
A possibilidade do conhecimento
-
A origem do conhecimento
-
A essência do conhecimento
-
As formas do conhecimento
-
O valor do conhecimento (o problema da verdade)
Se há conhecimento humano, existe a verdade, porque esta nada mais é do que a adequação da inteligência com a coisa (segundo a concepção aristotélico-tomista). Com a existência da verdade, há conseqüentemente a existência da certeza, que é passar a inteligência à verdade conhecida. A inteligência humana tende a fixar-se na verdade conhecida. Metodologicamente, há primeiramente o conhecimento, depois a verdade, e finalmente a certeza. Tal tomada de posição perante o primeiro problema da crítica, é chamado de dogmatismo, sendo defendida por filósofos realistas, como por exemplo, Aristóteles e Tomás de Aquino.
Se, ao contrário, se sustentar que a inteligência permanece, em tudo e sempre, sem nada afirmar e sem nada negar, i.é, sem admitir nenhuma verdade e nenhuma certeza, sendo a dúvida universal e permanente o resultado normal da inteligência humana, está se defendendo o ceticismo.
O problema crítico representa um passo além do dogmatismo e do ceticismo. Uma vez que admite-se a existência da verdade (valor do conhecimento), e da certeza, pergunta-se então onde estão as coisas: só na inteligência, como querem Platão, Kant , Hegel (idealismo), só na matéria, como ensina Marx (materialismo), no intelecto humano e na matéria, como dizem Aristóteles, Tomás de Aquino (realismo), ou só na razão, como diz Descartes (racionalismo).
Para o idealismo o ente, i.é, o ente transcendental compões-se somente de idéias. Para o materialismo, somente matéria. Para o realismo, idéias e matéria. Para o racionalismo, é razão.
Investigando o fundamento de todo o conhecimento, pois critica o conhecimento do ente transcendental, a Crítica é a base necessária de todo o saber científico e filosófico, inclusive da própria Ontologia.
Epistemologia
Epistemologia
Filosofia da Ciência
O termo significa "estudo da ciência", vem do grego episthmh (episteme) = ciência, conhecimento científico, e logoV (logos) = palavra, verbo, estudo, discurso. É usada em dois sentidos: para indicar o estudo da origem e do valor do conhecimento humano em geral (e neste sentido é sinônimo de gnosiologia ou crítica); ou para significar o estudo as ciências (físicas e humanas), dos princípios sobre o qual se fundam, dos critérios de verificação e de verdade, do valor dos sistemas científicos. Este último sentido é o mais apropriado.
A epistemologia é portanto a filosofia da ciência, num sentido preciso. Não é propriamente o estudo dos métodos científicos, o que é objeto da Metodologia Científica, e da Metódica, uma parte da Lógica clássica. Nem é tampouco uma síntese ou uma antecipação conjetural das leis científicas (como seriam o positivismo e o evolucionismo).
A epistemologia é essencialmente o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, destinado a determinar a sua origem lógica (e não simplesmente psicológica), o seu valor e sua objetividade.
Deve-se portanto distinguir claramente a Epistemologia da Teoria do Conhecimento, se bem que ela possa constituir a sua introdução e um auxiliar indispensável, devido ao fato de estudar a possibilidade do conhecimento a posteriori nas diversas ciências.
epistemologia
- do Gr. epistéme, ciência + lógos, tratado
- s. f., estudo crítico das várias ciências;
- gnosiologia, teoria do conhecimento.
Sunday, November 13, 2005
subserviência
s. f., qualidade do que é subserviente;
bajulação;
servilismo.
Fabiano Oliveira
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Thursday, November 03, 2005
diletante
- do It. dilettante, que deleita ou se deleita
- adj. e s. m., que ou aquele que exerce uma arte por paixão e não por obrigação;
- amador apaixonado de música, especialmente de música italiana;
- aquele que se dedica a determinado assunto ou teoria de um modo pouco sério e sem qualquer obrigação.
Wednesday, October 26, 2005
Conto do vigário
Fazer tábua rasa
Fazer tábua rasa A origem vai encontrar se na filosofia. A tabula rasa, no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»
Em linguagem popular, «fazer tábua rasa» é esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.Elefante branco
A frase tem origem num costume asiático praticado na índia e na Tailândia. De facto, quando um cortesão caía no desagrado do seu monarca, este, às vezes, oferecia lhe um belo elefante branco. 0 que parecia presente grandioso vinha a revelar se uma dor de cabeça para quem o recebia. 0 elefante, por ser sagrado, só podia ser utilizado pelo próprio rei, não podia ser usado para o trabalho nem participar nas festas privadas do presenteado. Ainda por cima, o cortesão teria de lhe dar abrigo magnificente, alimentá lo opulentamente e ter ao seu serviço dispendiosos cornacas que o deviam tratar como animal de luxo.
Abaixar a grimpa (ou garimpa)
(calão) Calar se; acatar as ordens de alguém, embora contrariado; submeter se. [Também se diz: abaixar a proa; abaixar as orelhas; abaixar os cornos; abaixar a trunfa; abaixar o topete.]
inchado como uma rã
Diz se de pessoa enfatuada, vaidosa, sem motivo para isso. É uma fábula que está na sua origem. Trata se de A Rã e o Touro, em versão de Couto Guerreiro:
Certa rã viu um touro, e pretendendo igualá lo em grandeza,
foi bebendo a ver se inchando muito o igualava. Um.filho, que tal loucura notava, lhe disse: "Minha mãe, vais enganada, porque à vista de um touro sempre és nada. Não vás bebendo mais; porque arrebentais primeiro que consigas o que intentastas. " A tudo se fez surda; e mais bebia. Sucedeu como o filho lhe dizia.
Já a formiga tem catarro
Diz se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou inexperiente